Archive for the 'Quotes' Category

Polysyllabic Spree

(…) Há alguns meses, fiquei deprimido por ter percebido que eu tinha esquecido praticamente tudo que já li. Entretanto, me recuperei: agora estou alegre por ter percebido que, se eu esqueci tudo que já li, então posso ler alguns dos meus livros preferidos novamente como se fosse a primeira vez.

(…) Estou começando a notar que nosso apetite por livros é igual ao nosso apetite por comida, que nosso cérebro nos diz quando precisamos do equivalente literário de salada, ou chocolate, ou carne e batatas. Quando li Moneyball, foi porque eu queria algo rápido e leve depois do bife de meio quilo de No Name; The Sirens of Titan não foi uma reação contra George and Sam, mas uma forma de melhorá-lo. Então o que é? Mostarda? Glutamato? Um licor? De qualquer maneira, desceu muito bem.

(…) Se eu não fumasse, não teria nunca conhecido Kurt Vonnegut. Diga para os seus filhos não fumarem, mas é justo alertá-los para o lado ruim também: eles nunca terão a chance de oferecer um isqueiro para o maior escritor vivo da América.

Trechos do livro sobre resenhas Polysyllabic Spree, de Nick Hornby.

Think

O computador não te ajuda a pensar, mas ele te ajuda porque você tem que pensar por ele.

Uma máquina completamente espiritual. Com ele seus dedos sonham, sua mente pincela o teclado, você sai voando em asas douradas, e por fim confronta a luz da razão crítica com a felicidade de um primeiro encontro.

A memória dele é melhor que memória real, porque memória real, ao custo de muito esforço, aprende a lembrar mas não a esquecer.

Trecho do livro O Pêndulo de Foucault, de Umberto Eco

Adultos Não Crescem Mais

Uma infantil flexibilidade de atitudes, comportamentos e conhecimento pode ser útil ao navegar a crescente instabilidade do mundo moderno, onde as pessoas estão mais propensas a mudarem de emprego, aprenderem novas habilidades, se mudarem para lugares novos.

Mas o preço disso é falta de atenção, busca frenética por novidades, ciclos ainda menores de moda arbitrária e uma perene superficialidade emocional e espiritual.

Falta nas pessoas modernas uma profundeza de caráter que parecia mais comum no passado.

Artigo “Adultos não crescem mais”, do livro Next, de Michael Crichton.